PT EN

Jardim Contemporâneo do Palácio Fronteira

Lisboa

A antiga área de horta em terraço objecto deste projecto de execução é dividido em quatro por um canal 2 a 3 m desnivelado em relação ao terreno e um caminho de saibro que não respondem a nenhuma geometria, sendo armados em socalcos por pequenos muros de suporte. O canal desdobra a sua função, passando a reservatório de água das minas. O desenho dos talhões deste jardim contemporâneo inspiram-se na geometria dos talhões de buxo do terraço logo acima, e respeitam uma simetria que é também introduzida nos elementos de água; tanques e canais que servem de irrigação e de ornamento ao espaço. As árvores são de três espécies: eritrinas, que vão reforçar a eritrina já envelhecida, ciprestes e laranjeiras que no passado já ali estiveram pois os documentos antigos indicam laranjal e horta, neste local. A rede de canais proposta foi projectada para ser revestida a peças cerâmicas esmaltadas à cor dos azulejos azul cobalto da parede da galeria dos reis.

As superfícies exteriores dos tanques e os canais são revestidas a azulejo tendo sido solicitadas amostras de azulejos azul cobalto e o resultado é muito próximo da cor original do sec. XVII. encorajando a sua utilização. Dentro dos tanques, a presença de ilhas onde são plantadas laranjeiras é uma reminiscência das soluções islâmicas registadas em jardins e claustros portugueses. A ligação hidráulica por canais, de todos estes elementos de água levou a um complexo projecto que garantisse a circulação em circuito fechado de toda a água. O revestimento dos tanques a azulejos é da autoria do Mestre Eduardo Nery.
Ficha Técnica - Arquitectos Paisagistas

Coordenação de Projecto:
Cristina Castel-Branco

Assistência de Projecto:
Miguel Coelho Sousa | Raquel Carvalho | Maria Matos Silva

Área: 4.300 m2

Estado: Construído

Cliente:
Fundação das Casas de Fronteira e Alorna

Data: 2010

Observações: Projecto de Hidráulica (Campo D'Água) Azulejaria (desenho do mestre Eduardo Nery)