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Vilarinhos

Loulé

Uma das maiores restrições da criação de jardins no Algarve é a água. O presente projecto foi pensado de forma a não utilizar muita água mas a garantir uma imagem de frescura na Serra durante o Verão.

A simplicidade da arquitectura existente, e os materiais usados neste conjunto que antigamente assegurou uma lavoura de sobrevivência, são neste projecto não só respeitados mas servem de inspiração para toda a concepção e ornamento.

A ideia de frescura é obtida através de três elementos chaves: Superfícies de água, superfícies verdes relvadas, e sombra.A existência de um furo permitiu considerar um reservatório e criar um espelho de água sobre este, no qual se reflectem os ciprestes existentes e em seu redor propõe-se um relvado.

Para obter maior frescura na fachada da casa propomos criar uma pérgula de rosas e jasmins que permite cortar o reflexo branco da cal com efeitos de sombra leve e rendilhada. Foram criadas zonas de estacionamento, pomar e uma horta.

É proposta uma plantação em alternância de oliveiras e ciprestes que dê um sentido de chegada e ao mesmo tempo de presença mediterrânica logo à entrada.Foram estudados múltiplos labirintos de várias alturas e vários tamanhos, materiais e vegetação e sugerem-se várias alternativas. Na primeira alternativa o labirinto é rectangular e feito em sebes podadas e será vista de cima entremeado de rosas.
Na segunda alternativa o labirinto é meio de calçada meio de sebe podada e tem uma forma circular.
Ficha Técnica - Arquitectos Paisagistas

Coordenação de Projecto:
Cristina Castel-Branco

Assistência de Projecto:
Raquel Carvalho

Área: 5687 m2

Estado: Em construção

Cliente:
Dr. José Correia da Silva

Data: 2009